"Ás vezes, eu me pego pesando sozinha. Pensando na vida. Pensando em meus sonhos de infância. Na decepção pelo o que o ator mais bonito da novela não me via através da tela. Ou menos sabia da minha existência. Se as decepções que tenho hoje, fossem tão ‘graves’ o quanto essa, estaria muito mais feliz e de bem com a vida. Pensar no amor é coisa de gente louca. Pensar em amar então… No porque, e no para quê. Fode com o psicológico. Acaba com qualquer um. Nos casos e acasos da vida, a gente encontra alguém. E esse alguém se torna tudo pra você. Seja por um sorriso, um olhar, um jeito de ser diferente. Engraçado. A gente se apaixona por cada coisa. Conheço gente apaixonado por dedos, por pés, por cabelos cacheados, por pernas em shorts jeans. E para nós, torna-se o mundo. Tentar descrever amor faz de nós idiota. Coisa de quem não tem o que fazer mesmo. Povo besta. E falar de quem se ama? Coisa de gente fodida. Pode crer. Amar, vixe… Amar é para os fortes. Exatamente. Fortes. Quem danado inventou esse negócio de que amar é coisa de gente fraca? Por muito tempo, pensei assim. Porém amor é um dos sentimentos mais importantes e essenciais na vida. O amor carnal, fraternal, e o amor de si para consigo mesmo. Encarar o fato, de que talvez não seja correspondido, e ainda sim entrar é coisa de gente fraca? Já não sei o que é ser forte, desde então. Os amantes encaram relações como um degrau qualquer, quando na verdade é um precipício sem fim. E eles sabem. E como sabem… A cada caso amoroso, tenho me surpreendido mais e mais. Não só meu, como o de outras pessoas ao meu redor. Elas sempre deixam um pouco de si conosco. Não importa o que tenha ocasionado o fim. Me faz perceber que o amor, a paixão que os envolveu sempre será mais forte. E como muitos dizem, não acaba. Você, por exemplo, deixou saudade. E o lado bom, descobri agora, não é, não foi, nem nunca será ‘simples paixão’."
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Kimberley Cunha